O vereador Paulo Frange presidiu, na noite desta segunda-feira (23), a solenidade em homenagem aos 80 anos do Sesc São Paulo, realizada no Salão Nobre da Câmara Municipal. A cerimônia reuniu autoridades, dirigentes da instituição, parceiros e convidados para celebrar a trajetória de uma das mais importantes entidades do país nas áreas social, cultural, educacional e esportiva.
Durante a solenidade, o presidente em exercício da FecomercioSP e do Conselho Regional do Sesc São Paulo, Ivo Dall’Acqua Junior, e o diretor regional do Sesc São Paulo, Luiz Galina, representaram a instituição.
Na ocasião, foram entregues placas comemorativas às 21 unidades do Sesc na capital paulista. Posteriormente, uma placa especial em homenagem aos 80 anos da instituição foi entregue ao Sesc, nas mãos do presidente em exercício da FecomercioSP, simbolizando o reconhecimento do Legislativo municipal à trajetória da entidade.

Ao conduzir a cerimônia, Paulo Frange destacou que o Sesc tem uma “história muito diferente e muito bonita”. O parlamentar lembrou que a instituição “nasceu de um pacto social no pós guerra, estava se encerrando a guerra na Europa, que estava toda destruída e buscando a reconstrução, e o Brasil buscando um rumo”.
“Aqui havia uma discussão muito grande de um pacto social, onde seria inegociável os direitos sociais, investimento na atividade social do trabalhador junto aos empresários. Seria indissociável isso, precisaria ter crescimento econômico com qualificação, ofertando o máximo possível de condições de vida da sociedade brasileira. Nasce a figura do Sesc nesse momento, do pacto entre empresas, comércio e o governo federal”, afirmou.
Criado em 1946, o Serviço Social do Comércio é uma entidade privada de finalidade pública. No Estado de São Paulo, conta com 44 unidades, sendo 21 na capital, oferecendo programações nas áreas de saúde, educação, cultura, esporte, lazer, turismo social e assistência, além de iniciativas como o Sesc Mesa Brasil.
Frange ressaltou que o Sesc se tornou “o nosso quintal e a nossa área de lazer”. “É possível ver as atividades nas áreas social, saúde, educação, cultura e esporte. É o Sesc participando da vida da cidade de São Paulo. São 80 anos com atividades pioneiras e que transformaram a sociedade brasileira”, declarou.
O vereador também destacou o modelo de financiamento da instituição. “É uma forma de uso absolutamente racional, bem dirigido e planejado do recurso que vem de uma esfera pública, mas que não vem na figura de emenda, de orçamento. Sai do imposto de renda da própria atividade, não agregando mais imposto, apenas tirando aquilo que foi pago pelas empresas, 1,5% para essa atividade que tem uma gestão competente em todo país. É uma homenagem para reverenciar todo esse trabalho que foi prestado até hoje”, concluiu.
A solenidade reforçou o reconhecimento institucional do Legislativo paulistano ao papel transformador do Sesc na promoção da qualidade de vida e no fortalecimento das políticas sociais voltadas aos trabalhadores do comércio e à população em geral.
Há 26 anos o alerta foi feito. A tragédia que tirou a vida de Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, poderia ter sido evitada.
Desde o ano 2000, o vereador Paulo Frange defende na Câmara Municipal de São Paulo a obrigatoriedade de responsabilidade técnica no tratamento de piscinas de uso coletivo. Já naquela época, alertava que o manuseio de produtos químicos sem qualificação adequada não era um detalhe burocrático, mas um risco concreto à saúde e à vida das pessoas.
Passadas mais de duas décadas, o cenário que se buscava evitar volta ao centro do debate. A morte da jovem, em um caso que envolve suspeita de exposição a gases após o manuseio de produtos químicos em uma academia da Zona Leste, ainda está sendo apurada pelas autoridades. O episódio reacende uma discussão antiga sobre a necessidade de controle técnico rigoroso no tratamento de piscinas de uso coletivo.
Diante do episódio, Paulo Frange reapresentou a proposta por meio do Projeto de Lei nº 79/2026, que estabelece a obrigatoriedade de responsável técnico devidamente habilitado e registrado em Conselho de Classe para o controle da qualidade e manutenção da água de piscinas públicas e privadas no município — abrangendo clubes, academias, hotéis, escolas, associações e centros comunitários.
“O tratamento de piscinas envolve substâncias como hipoclorito e ácidos, que exigem conhecimento técnico especializado. A ciência não admite improviso. O que defendo há 26 anos é prevenção. É responsabilidade. É respeito à vida”, afirma o vereador.
A nova proposta corrige lacunas de iniciativas anteriores e vincula a exigência diretamente ao Código Sanitário Municipal, classificando a ausência de responsável técnico como infração grave. O texto prevê advertência, multa, interdição da piscina até regularização e até cassação do Auto de Licença de Funcionamento em casos de dolo ou acidente grave.
Para Frange, o momento exige responsabilidade e ação concreta. “Não podemos tratar como fatalidade aquilo que é consequência de negligência. Essa não é uma pauta de ocasião. São 26 anos defendendo a mesma posição: agir antes para salvar vidas.”
O Projeto de Lei nº 79/2026 inicia agora sua tramitação na Câmara Municipal de São Paulo.